domingo, 19 de dezembro de 2010

Caminhos




Eu pretendia ser alguém invulnerável
Mas por onde passei sofri ambigüidades
Será que poderia chegar lá?

E lá pensava ter chegado
Apenas minutos se passaram e gemia
Mesmo assim, insisti no meu domínio

O domínio dele, insensatamente, abandonei
Então, mais um dia se passou
Tentei, por meus próprios meios, chegar a tempo

O tempo, porém, revelou-me o Eterno
A expectativa de alcançá-lo desabou
Me entreguei, então, à culpa e sofrimento

Mas sofrimentos deixam marcas
Ele mostrou também as suas
Adquiridas qual em meus caminhos

Meus caminhos não foram os seus
Mas seus pesares também tinha
Divindade sendo gente como eu

Eu, vazia, não quis acreditar
Ser a sua luz amor verdadeiro
Capaz de transformar a cada um

E cada um de nós, barro
Argila imperfeita no seu formato
Individualmente incapaz de tornar-se um vaso

E vasos somos feitos por suas mãos
Moldados dia a dia mansamente
Apesar desses caminhos tortuosos

Meu tortuoso domínio limitado
Finalmente a Ele quis oferecer
Modelada té que a tempo chegue lá

Rosana K.Bulgakov

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desviei-me



“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”

Conheci a verdade e saí da “igreja”. Em outras palavras: desviei-me.
Sim, desviei-me do caminho do medo e desamor.
Desviei-me de um caminho onde muitos servem a Deus por temor, pois crêem ser Ele um senhor cruel, que ceifa onde não semeou e ajunta onde não espalhou.
Sim! Desviei-me de um caminho onde as pessoas são ensinadas a barganhar com Deus, a exemplo dos povos pagãos. Onde tudo é feito por interesse.
Acordei um dia e vi escravos levados às campanhas infindáveis e a “cultos” obrigatórios. Reféns do medo e das soluções imaginárias.
Descobri que buscar o reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar não significa freqüentar templos, já que o próprio Jesus disse: “Eis aqui quem é maior que o templo”.
Descobri que o reino de Deus e a sua justiça é justamente atender ao necessitado.
Compreendi finalmente que Ele espera ser adorado em espírito, no mais íntimo do meu ser, e em verdade, com todas as minhas entranhas nessa devoção. A certeza de não querer ser vista pelos homens. É no dia a dia, na minha casa, no meu trabalho, na minha vizinhança, em todos os lugares.
Desviei-me, pois de um caminho onde o Evangelho é destorcido. Onde o templo é mais importante que Jesus. Onde a prosperidade é um fim e o cargo religioso a evidência do “talento” em prática.
Acreditam mesmo que estamos perdidos... pois fora da “igreja” creem que não há salvação.
Para estes uma novidade: Fora de Jesus não há salvação. Crer em Jesus é tudo. Está consumado.
Cessaram-se os sacrifícios e todo tipo de jugo.
Eu e minha casa serviremos ao Senhor por amor e gratidão ao que foi feito na cruz do calvário.
Claro está que o serviço a Deus não se resume a participar de uma instituição.
Se isso acontecer será feito pelo prazer de se estar junto com outros irmãos queridos.
A bem da verdade, encontrei gente querida e abençoada muito mais agora do que em anos freqüentando templos. Gente cujo amor não está presente apenas no falar, mas também na prática diária.
Encontrei irmãos naqueles que a igreja rotula “perdidos”. Encontrei amigos entre aqueles que chamam “coitados”. Achei serviço e dedicação sem que precisasse pedir!
Enfim, desviei-me de um caminho enganoso, cheio de moralismos inúteis, para encontrar O Caminho, A Verdade, A Vida.

Rosana Bulgakov

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ócio Religioso


Porque se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe... II Pe I.8


Pedro falava da nova postura que, como participantes da natureza divina, deveríamos tomar: fé, virtude, ciência, temperança, paciência, piedade, amor fraternal e caridade... uma coisa se somando sempre à outra.

Por que será que o ser humano prefere iludir-se?

Por que será que é preferível encher o gazofilácio em vez de encher a barriga de um menino de rua?

Por que será que é preferível bater ponto no templo aos domingos a visitar a viúva, o enfermo, o órfão ou até mesmo um amigo?

Por que será que se defende com unhas e dentes as hierarquias religiosas quando Jesus disse: “Tal não será entre vós”?

Por que será que precisamos de hora e lugar para adorar, deixando de adorar a Deus no trato das pessoas, na honestidade do trabalho, na piedade diante da necessidade e da dor?

Alguém um dia me falou: “Se a gente começar a dar esmolas por aí, vão montar uma barraca na porta da nossa casa...”

De repente é confortável que a “igreja” administre o dinheiro que deveria ser destinado aos pobres. Típico desencargo de consciência. É preferível não pensar.

De repente é preferível seguir as dissoluções dos falsos profetas que negam o Senhor que os resgatou (2 Pe 2.1), pois acreditam que o sacrifício de Jesus não fora o suficiente para sermos aceitos por Deus.

De repente é preferível rejeitar argumentos como estes por puro comodismo, afinal, segue-se normas humanas desde criança acreditando que elas vêm do próprio Deus.

Muitos, embora fazendo carreira na “igreja”, não foram informados ou não querem enxergar que estão apenas voltando ao passado e cumprindo leis alheias.

No novo estado de consciência na qual Cristo nos colocou, somos livres dos sacrifícios da culpa.

Somos livres para sermos filhos e, como filhos, participantes de maiores promessas. Daí o dar fruto não como exercício da culpa, mas como exercício do amor que Ele derramou em nossos corações.

Pedro, inspirado pelo Espírito, diz que se essas coisas se encontrassem em nós e se fossem abundantes, não nos deixariam ociosos no conhecimento do Senhor.

É fato. Se verdadeiramente observarmos os passos de Jesus, não nos faltarão oportunidades para exercermos o amor. E o verdadeiro amor lança fora todo medo.

"Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me". Mat 25.34-36



Rosana K. Bulgakov

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Volta ao início


“Quero voltar ao início de tudo...” já dizia a canção do grupo Rebanhão. Se todos os que dizem amar a Deus quisessem mesmo isso, começariam a ler mais os evangelhos e descobririam o quanto estão distantes daquele início...

Pra começar, deixariam de ver o templo como local sagrado, pois os templos dos judeus não têm seu lugar na igreja que foi formada por Jesus, na sua morte e ressurreição.

Ele disse: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”¹. Isso falou Ele referindo-se ao templo do seu corpo, à sua própria morte e ressurreição.

As campanhas e sacrifícios seriam então banidos, pois o único sacrifício realmente eficaz foi o do Cordeiro de Deus. Só Deus pôde agradar a Deus. O padrão do sacrifício é divino, não humano. E a sua graça alcançou a toda a humanidade.

Os pastores e padres perderiam o seu lugar de reis, bem como deixariam de existir suas cadeiras especiais, pois estas foram adotadas nas primeiras catedrais, onde Cátedra significa o edifício que contém o trono do Bispo.

Jesus disse: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. ²

A idolatria do lugar deixaria de existir, posto que as primeiras catedrais construídas pelo cristianismo tenham sido construídas sobre os túmulos dos mártires. Os pagãos acreditavam que o lugar onde estes eram enterrados era santo³. O misticismo pagão veio para dentro do que nem mesmo deveria ter se tornado uma religião, isso a cerca de 500 anos.

Jesus disse: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai... Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” ³

Jesus mostra que o que importa realmente é a verdade do nosso coração, o que trazemos dentro. Se nossas ações são feitas em amor ou apenas para sermos vistos pelos homens...

Os rituais perdem todo o seu sentido.

A comunidade dos primeiros cristãos, como organismo vivo, edificava-se mutuamente. Sem rituais ou liturgias, todos participavam espontaneamente da reunião dos santos.* Creio que as reuniões informais que realizamos em nossos lares, com familiares e amigos, se aproxime muito da primitiva igreja.

Hoje, o que temos é a passividade do povo de Deus. Estes servem apenas como espectadores do espetáculo que chamamos culto.

É lhes dado apenas a ilusão da adoração, quando estes cantam em conjunto...
O discurso religioso, na sua monossemia, ou seja, no seu sentido único, é inquestionável, posto que a igreja veja seus líderes como “boca de Deus”, termo usado pela primeira vez por Calvino. Não é à toa que não é permitido questioná-los, principalmente durante o “culto”.

Jesus Cristo: Templo, Sacrifício e Sacerdote. No entanto, continuamos construindo templos, promovendo sacrifícios e elegendo sacerdotes.

É preciso mesmo uma “volta ao início de tudo... rever os conceitos, valores... reconstruir”

Rosana K. Bulgakov


1. João 2.19.
2. João 10.11
3. João 4.21,23
4.Viola, Frank A. Cristianismo Pagão. Origens das práticas de nossa igreja moderna.
5. ORLANDI, Eny Pulcinelli. O Discurso Religioso. In: A Linguagem e seu Funcionamento.

*I Co 14.26: Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Profeta do Senhor


“Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” Deut. 18.22

Ainda há muita gente enganada por doutrinas remanescentes da teologia da prosperidade.
Frases como “Determine a benção, meu irmão!”; “Decrete a vitória!”; “se a palavra não surtir efeito sobre a tua vida é porque você não creu” e etc ainda são muito ouvidas no meio evangélico.

Há pouco tempo presenciei algo semelhante. Um profeta trouxe uma palavra e, logo após, disse: “Mas você tem que crer. Faça um jejum de uns sete dias...”
Para mim, isso não passa de uma forma esperta do profeta se eximir da responsabilidade de profeta. Se a tal palavra não se cumprir, não seria por ele ter profetizado uma palavra que não era de Deus, mas porque o ouvinte não creu. Tenha a santa paciência...

Nessa brincadeira muita gente é prejudicada...

Quantos não entram em profunda depressão por não conseguirem curas com o “poder da palavra”, e o pior, escondem de todos a depressão por temerem julgamentos, tais como: “ele tá nessa porque não creu”, “crente não pode ficar com depressão”, “há algo errado com ele”... sem falar nessa outra parcela dos que se tornam juízes do próximo.

Muitos ainda, embora percebam que exista algo de errado com essa teologia, temem questionar os porta-vozes de tal heresia. Passam anos pensando que o problema é pessoal. Não conseguem libertar suas mentes desse mal que os assola.
Outros rejeitam tratamentos médicos, e até mesmo psiquiátricos que lhes fariam muito bem, por terem sido convencidos que apenas o pensamento positivo e a aplicação de versículos bíblicos como liberação de palavras mágicas lhes trarão curas miraculosas.
O maior engano de quem assim crê, é desacreditar que doenças, lutas financeiras, familiares e outras batalhas podem sim ser manifestação da Graça de Deus. Esta está presente em qualquer situação da vida.

Gosto de um texto do Caio em que ele diz que existem situações que acreditamos serem nossas maiores bênçãos e que acabam se tornando nosso maior mal, ao passo que existem outras que, a princípio, parecem ser nosso maior mal e que se transformam em nosso maior bem. Há ainda aquelas que somente na eternidade nos serão reveladas...
Aplicar a nossa vida princípios fixos, leis fixas, pode ser muito perigoso.

Muitos, de tanto serem nocauteados pela vida e por sua não correspondência às tantas determinações, declarações e sacrifícios barganhantes, mergulham de vez numa vida sem Deus, já que colocam todo esse lixo num mesmo pacote.

É preciso separar as coisas. O Evangelho diz claramente que no mundo teríamos aflições, mas que não devíamos perder o ânimo.

O apóstolo Paulo nos dá um exemplo de fé, e não é essa fé que as igrejas ensinam. Ele diz que aprendeu tanto a ser honrado quanto a ser humilhado, tanto a padecer necessidade quanto a ter fartura. Essa fé é crer que em toda e qualquer situação Deus não nos abandonou e que, se prestarmos um pouco mais de atenção, a Sua Graça tem nos reservado um presente especial. Não é à toa que Paulo nos diz para darmos graças em tudo, pois esta é a vontade de Deus nosso Pai.

É nesse descanso que o Evangelho me propõe andar, crendo na soberania de Deus.

Rosana K. Bulgakov

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Água e Sabão


Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?
Isaías 58.6,7



Recentemente, numa palestra da Secretaria de Saúde, um doutor estava falando da importância de se lavar as mãos corretamente.
Alguém no auditório perguntou sobre o uso do álcool gel, se este era mesmo eficaz.
O médico respondeu que este deveria ser usado apenas na falta da água e do sabão, quando o ambiente onde estamos não puder nos oferecer o que de fato leva a sujeira embora. O álcool gel funciona como uma luva sob a qual ainda estão aninhados microorganismos e bactérias diversas.

Lembrei-me de que Jesus havia chamado os fariseus e escribas de ¹sepulcros caiados sob os quais estavam ossos de mortos e toda imundícia, embora exteriormente parecessem formosos.

É algo mesmo a se pensar... Quantos não levam uma vida de aparente beleza, uma freqüência considerável na “igreja”, um vestir-se de maneira tal a dizer: ‘ é assim que um crente deve andar’; um modo de falar que impressiona, uma atividade sem fim na instituição, sinais e maravilhas, porém... interiormente devorado pelo verme da culpa, do ² estender do dedo e falar vaidade, da obsessão do fazer em detrimento do ser, da obstinação em parecer frutífero sem a compreensão que o fruto vem da videira...

O pior de tudo isso é quando a pessoa ainda consegue contaminar quem está a sua volta. É o tal fermento dos fariseus... uma praga.

Jesus nos ensina a ficar longe do ³fermento dos fariseus.
Sinais e maravilhas não são provas de que Deus aprova os atos de um homem. Se assim fosse, a resposta de Jesus a quem lhe declara que em Seu nome foram expulsos demônios e muitas maravilhas foram feitas não haveria de ser: Apartai-vos de mim, vós os que praticais iniqüidades (Mateus 7.22)

É triste saber que o que comumente é chamado igreja, não passa de instituição empresarial onde apenas o lucro é visado. Daí o negar a suficiência do sacrifício de Jesus e atolar o rebanho em afazeres sem fim, principalmente aqueles que trarão algum retorno financeiro.

Gostaria de saber de alguma instituição que tenha conduzido o rebanho a jejuar da maneira que é ensinada em Isaías 58.
Aqui, antes de qualquer abstinência de alimentos, é ensinada a prática das boas obras: libertar o oprimido, cobrir o nu, repartir o pão e não se fazer de cego ante a necessidade do próximo. Este é o verdadeiro jejum. Esta é a verdadeira religião.

No entanto, o que vemos é justamente o denunciado no versículo 3 de Isaías 58: Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho. É a tal luva que oculta as verdadeiras intenções do coração humano: a satisfação do ego.

É preciso uma boa lavagem da água e do Espírito. Chega de ornamentar o exterior para ser visto pelos homens.
É preciso urgentemente deixar as práticas que apenas camuflam o que está no interior de cada um.
É preciso saber que seguir a Jesus é tudo. Como fazer isso? Basta conhecê-lo pelos Evangelhos.

Ele não escondeu-se de quem por Ele clamou.
Repartiu o pão.
Curou quando apenas creram, sem exigir sacrifícios ou pagamentos.
Deixou que fossem pra casa aqueles que libertou e não exigiu que o seguissem nem que permanecessem no templo.
Não julgou os que sofriam algum mal ou enfermidade.

É este Jesus que nos lava verdadeiramente.


1. Mateus 23.27
2. Isaías 58.9
3. Mateus 16.6

Rosana K. Bulgakov

sábado, 8 de maio de 2010

Vida Eterna



As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. I Co 2.9

Quantos já não ouviram tentativas de descrição do que será a Glória? Quantos já não imaginaram o céu como um lugar tedioso onde apenas serão ouvidas canções pelos salvos?
Mesmo que o apóstolo João tenha feito descrições no Apocalipse do que seria o céu, este usou comparações terrenas ao que não pode ser comparado a nada que conheçamos.
De uma coisa temos certeza, a Bíblia nos diz que com o Senhor reinaremos¹. Diz o livro de apocalipse que o Cordeiro fez dos seus santos reis e sacerdotes para Deus; e eles reinarão sobre a terra². Ser rei e sacerdote é bem diferente de ser um eterno cantor...
Não há imaginação suficiente, não há descrição que seja fiel ao que Deus preparou para os que o amam. De uma coisa, porém, podemos ter certeza: do amor do Pai.
O apóstolo Paulo recomenda-nos a nos fortificarmos na Graça do nosso Senhor Jesus Cristo.
Há sempre uma ânsia no coração humano pelo que é preciso ser feito para se herdar a vida eterna³.
Seguir a Jesus é tudo. Nada mais importa.
Crer no Evangelho, que Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Jesus, é essencial para que vivamos da Graça e em Graça em toda a nossa maneira de viver.
Não existem trocas a fazer com Deus, pois tudo Ele fez. Basta apenas crer. É essa a liberdade que temos nEle.
Dessa forma, entendemos que o céu começa na atmosfera que cerca a nossa vida, mesmo que esta esteja ainda sujeita à corrupção da carne.
Cristo é o pão que desceu do céu. Quem dele se fartar nunca morrerá*.

Rosana K. Bulgakov

1. 2 Tim. 2.12
2. Apoc. 5.10
3. Lc. 15.18
8 João 6

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